
Varizes
maio 8, 2026
Aneurisma de Aorta
O aneurisma de aorta é a dilatação anormal e progressiva da principal artéria do organismo, podendo acometer a aorta abdominal ou torácica. Trata-se de uma condição relevante na prática do cirurgião vascular, devido ao risco de ruptura, que está associado a elevada mortalidade.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, hipertensão arterial, aterosclerose e histórico familiar. Em grande parte dos casos, o aneurisma é assintomático, sendo diagnosticado de forma incidental em exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Quando sintomático, pode se manifestar com dor abdominal, lombar ou torácica.
O manejo depende do diâmetro do aneurisma, da taxa de crescimento e das condições clínicas do paciente. Acompanhamento clínico com controle rigoroso dos fatores de risco é indicado para aneurismas pequenos e estáveis, com monitorização periódica por imagem.
A indicação de tratamento ocorre quando há maior risco de ruptura. De forma geral, recomenda-se intervenção nos seguintes casos:
- Aneurisma de aorta abdominal com diâmetro ≥ 5,5 cm em homens (ou ≥ 5,0 cm em mulheres, em casos selecionados)
- Crescimento maior que 0,5 cm em 6 meses ou 1 cm ao ano
- Presença de sintomas
- Aneurismas de aorta torácica com diâmetros a partir de 5,5–6,0 cm (variando conforme etiologia e segmento acometido)
As opções terapêuticas incluem cirurgia aberta e reparo endovascular (EVAR/TEVAR), técnica minimamente invasiva que consiste na exclusão do aneurisma por meio da implantação de uma endoprótese. A escolha do método deve ser individualizada, considerando aspectos anatômicos, clínicos e o risco cirúrgico. O diagnóstico precoce, o seguimento adequado e a definição correta do momento de intervenção são fundamentais para reduzir a morbimortalidade associada ao aneurisma de aorta.

